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Características das plantas bulbosas

Publicado em 08 de Aug de 2016 por Isadora Couto |COMENTE

Formadas por órgãos subterrâneos de armazenamento, as plantas bulbosas apresentam algumas particularidades no cultivo, mas, no geral, são espécies fáceis de cuidar. Confira!



Texto Kênia Honda | Adaptação Isadora Couto | Foto Shutterstock

Características das plantas bulbosas 

As plantas bulbosas são formadas por uma espécie de "cebola", chamada de bulbo, a partir do qual as raízes se desenvolvem, diferentemente daquelas com sistema radicular saindo diretamente do caule."Graças a essa característica, elas reservam seus nutrientes no bulbo, e estes são responsáveis por garantir o impulso inicial para as primeiras brotações e, posteriormente, auxiliar a planta a se manter ao longo de sua vida", explica a engenheira agrônoma Angela Cristina Rossi, do Shopping Garden.

De acordo com Angela, na jardinagem e no paisagismo o termo bulbo é usado para descrever uma grande variedade de plantas geófitas termo botânico adotado em referência às espécies vegetais que permanecem subterrâneas no período desfavorável ao seu crescimento. "Entre eles há os bulbos verdadeiros, os rizomas, os cormos e os tubérculos", exemplifica. Podemos dividi-las também entre as espécies de folhagens perenes, que permanecem vistosas mesmo sem a presença das flores, ou caducas, que perdem suas folhas em uma determinada época do ano, como a angélica (Polianthes tuberosa) e a tulipa (Tulipa sp.). O agapanto (Agapanthus africanus) e a dália (Dahlia pinnata) são exemplos populares das espécies perenes.

No geral, são plantas fáceis de cultivar, mas é muito importante ter atenção com a irrigação."A rega deve ser constante para não prejudicar o crescimento e a formação das flores, porém sem exageros para que os bulbos não apodreçam", ensina a engenheira agrônoma. Infelizmente não há uma regra precisa de quando regar, pois varia de acordo com a estação nos dias quentes a água evapora mais rápido e nos frios acontece o contrário. Por isso, o ideal é observar a terra e sentir se está úmida ou não antes de molhar. Para a base, Angela indica um solo fértil, bem drenado e enriquecido com matéria orgânica.

"Os bulbos podem ser plantados no local definitivo, mas devem ficar perto da superfície. A cobertura de terra varia de espécie para espécie, mas em média fica entre 3 e 7 cm. Se o bulbo estiver brotando, podemos deixar as folhas para fora", ensina a engenheira agrônoma. Ao adquirirmos os bulbos, em floriculturas ou centros de jardinagem, o plantio pode ser feito em qualquer época do ano. Mas, ao utilizar o bulbo guardado da última floração, Angela sugere plantar no outono, quando, em alguns casos, já está emitindo a primeira folha. "Apesar de não ter restrição de horário, sempre recomendamos o plantio no período da manhã", acrescenta. Normalmente, nos primeiros 15 dias já é possível ver os sinais de desenvolvimento da planta.


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